sexta-feira, outubro 12, 2007

Centenário II

Calote e perseguição políticaPrefeitura não consegue honrar compromissos assumidos com artistas durante os festejos dos 100 anos de Anápolis e provoca revolta
por Letícia Jury
Perseguição política pode ser o motivo do não pagamento de artistas que participaram dos concursos promovidos pelo Comitê do Centenário. A denúncia foi feita pela professora e servidora pública Myriam Marques, que alegou que por não concordar com os "mandos e desmandos da secretária Municipal de Educação Marisa Espíndola" tem sido perseguida.
Myriam Marques reclama que foi exposta ‘ao ridículo’ e tem tido sua imagem denegrida em decorrência de um livro de ponto que ela errou ao assinar e este erro tem sido usado contra ela. Ao invés de assinar apenas o mês de setembro, ela preencheu alguns dias do mês de outubro.
Outra perseguição segundo ela é quanto a sua posição política, já que é membro do PDT. Myriam Marques alega que por esse motivo foi transferida da diretoria de Infra-estrutura, em que elaborava o plano diretor, para a diretoria de Cultura. E o pior, sem nenhuma informação ou justificativa.
Diante do calote e da perseguição política, a servidora dispara: "A Marisa Espíndola criticou o ex-secretário Edmar, o chamou de autoritário, mas ela está agindo da mesma forma", reclama.
Expectativas
Quanto ao pagamento do prêmio, Myriam Marques diz que perdeu as expectativas e a esperança de receber. E desabafa: "é um absurdo o que essa administração tem feito com a coisa pública, ela usa os artistas para aparecer, faz festa, sai na mídia e depois despreza".
Ela conta que teve gastos no momento em que decidiu participar do concurso. Myriam Marques convidou os músicos Roberto Brenner, Adriana Moreno e Giovani Tronconi. "Convidei minha família, meus amigos, fiz faixas para o dia do julgamento", detalha.
Após o resultado do concurso, ela recorda que no outro dia seus documentos foram solicitados. Mas, na segunda-feira já veio a notícia de que ela não poderia receber, por ela ser servidora pública. No entanto, Myriam Marques conta que em 2000 ela participou de um premio de poesia, e recebeu o dinheiro, mesmo sendo servidora.
Calote
Myriam Marques denuncia também o calote sofrido pelo escritor Amador de Arimatéia. Segundo ela, o autor do livro "Anápolis, Suas Ruas, Seus Vultos" fez um acordo com a Prefeitura Municipal de que ela iria bancar a publicação da obra, que custou R$ 8 mil. No entanto, em decorrência dele ter citado algumas pessoas da cultura na parte de "Homenagens Especiais" e ter colocado a logomarca da Prefeitura na capa, ele foi informado de que a verba não seria liberada.
Seguimos examinando a questão
Desde o momento em que a professora Myriam Marques veio a público para reclamar do não pagamento do prêmio que lhe era devido, o procurador do município Luiz Carlos Duarte Mendes tem se pronunciado para tentar justificar o problema. Em todas as declarações ele disse a mesma coisa: "estamos examinando a questão".
O procurador disse ainda que é preciso ter "segurança e responsabilidade para resolver o problema". E mais uma vez foi taxativo: "alguns ganhadores são servidores públicos e não podem receber". Mas, deu uma indicação de que eles podem sim ter acesso ao prêmio, no momento em que disse que "um compromisso foi assumido e agora é preciso buscar soluções".
E criticou o regulamento, que segundo ele deveria constar que funcionários não poderiam participar do concurso. "Ele deveria ser mais explicativo. Mas, eu garanto que vamos buscar uma solução, não quero precisar data, mas vamos solucionar", declarou.
Contestação
Diante das denuncias de Myriam Marques na última semana, que acusa a prefeitura de perseguição, a diretora de cultura, Beatriz Policena, declarou que a funcionária tem sido ‘injusta’ ao fazer tais afirmações. Segundo ela, a diretoria é uma família, em que todos são amigos e uma atitude dessa não condiz com a realidade de trabalho da equipe.
Quando questionada sobre o ‘livro de ponto’, em que a servidora alega ter errado e isso teria sido usado contra ela, Beatriz Policena, nas entrelinhas, informou que não havia sido erro, mas má fé da funcionária, pois ela acumula atividades como uma "pesada carga horária" no Estado.
De acordo com Beatriz Policena ela chamou a atenção de Mirian Marques sobre a assinatura do ponto, pois é necessário zelar pelo funcionamento da diretoria. Segundo ela, sempre que uma "conduta está errada é preciso ter uma conversa, e se não resolver o servidor recebe um ofício".
Quanto às filiações ao PR, Beatriz Policena também nega que a secretária Marisa Espíndola tenha coagido comissionados a se filiar ao partido. "Eu por exemplo fui convidada a participar do partido antes da secretária se filiar a ele", destaca.
Sindicato em defesa dos artistas
A presidente do SindiAnápolis, Regina Faria, anunciou que o sindicato está à disposição da professora e compositora do hino do centenário, Mirian Marques, e dos demais servidores que "se sentem perseguidos pela prefeitura".
Segundo ela, Mirian Marques não é a única servidora perseguida pela atual administração e elogiou a posição da professora: "todas as pessoas que buscam seus direitos são perseguidas. Ela está de parabéns, pois não teve medo de represália, parabenizo pela coragem".
Regina Faria desabafou ao dizer que também foi vítima deste governo que ela denomina como "autoritário e ditatorial". "Há 20 anos eu trabalhava no departamento de engenharia e urbanismo, na minha área de formação. Desde o início dessa administração fui removida para exercer outras funções", conta.
Em declarações aos veículos de comunicação, ela indicou que os outros servidores façam como a Mirian Marques, que busquem seus direitos. E anunciou que o sindicato fornece atendimento jurídico. "Todo servidor deve procurar apoio", indica.
Polêmica
Há três semanas o Jornal do Estado noticiou que a ganhadora do Hino do Centenário, a professora Mirian Marques, veio a público para reclamar que não recebeu a quantia de R$ 2 mil. E ela não foi a única, os expositores do Salão de Arte já havia comentado que não tinham recebido o valor combinado para realizar a exposição. E nem mesmo Silvio Moraes, que há meses teve sua obra escolhida para ser o monumento, chegou a ver o dinheiro, que já deveria ter recebido.
Na época, mais uma vez, Ivana Pazin, coordenadora do comitê, explicou detalhadamente cada caso. Quanto ao pagamento da Mirian Marques não saiu até o presente momento, pois ela é funcionária pública. Ou seja, o dinheiro está retido na Procuradoria. No entanto, ela concorda que o erro foi da organização do concurso, pois no edital não constava que funcionários públicos não podiam participar.
Quanto aos artistas, da exposição Retratos da História, a verba foi liberada no dia 31 de agosto, e em breve todos deverão receber. Segundo Ivana Pazin, os artistas teriam sido informados que receberiam apenas em setembro. E enfatizou: "o dinheiro para pagar existe, mas, precisamos efetuar pagamentos de forma legal".
Quanto a Silvio Moraes a realidade é outra, nem mesmo o monumento foi pago completamente. Tanto é, que ele está inacabado, é preciso finalizar a iluminação do local, fazer a jardinagem e concluir a via de acesso. A expectativa da coordenadora é que esse problema seja solucionado dentro de 20 dias.

Mas quem diria que a Prefeitura de Goiânia e o governo Iris fariam escola em Anápolis? Quem acreditaria nisso?
Em todo caso, a servidora não pode ter negocios com a Prefeitura isso é lei. Perseguir servidor também é crime, segundo a lei!

5 comentários:

Anônimo disse...

Putz. como você é azedo.

Visgo disse...

Obrigado. Se junte a mim e quem sabe teremos um mundo melhor? Com menos pilantras e oportunistas? Limão para todos e todas!
Ah, desse vez passou, mas da próxima, seja séria e se identifique.
Coisa mais feia essa de se esconder.

Anônimo disse...

peraí. quem é você mesmo? Visgo da Silva? é esse nome mesmo?

Visgo disse...

Pois é Visgo Goiânia da Silva, como o Lula.
E você?
Preocupadinha da Silva?

Alex disse...

cara
vc precisa divulgar seu blog mais
achei pelo google procurando outra coisa
mas estou gostando do que leio aqui... mesmo com um pé atrás... mas ainda sim é bom ler uma segunda opinião dos fatos