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domingo, dezembro 07, 2008

Goiânia: A CULTURA CONDENADA

A cultura condenada de Iris Rezende
http://www.dm.com.br/impresso/7691/opiniao/56896,a_cultura_condenada_de_iris_rezende
PX Silveiraexecutivo do Instituto ArteCidadania e vice-presidente do Instituto Pensarte
Não adianta reclamar. Sabe-se que ficar velho é a única forma de não se morrer jovem. Na política, a sobrevivência por longo tempo tem valor dobrado. Pois, além de se permanecer vivo biologicamente, manter-se vivo politicamente é mais difícil ainda.São vários os segredos da longevidade dupla de Iris Rezende. Todos ao alcance do mais simples mortal. Mas é que com Iris é diferente, pois em quantos de nós surge uma ou outra idéia, assim a esmo, que deixamos passar? Pois a diferença é que com Iris, cada idéia é uma causa que tem sua realização como conseqüência – e no menor prazo possível. Agora, dos vários segredos estampados no livro aberto que é sua vida, o mais determinante é a ética, que se traduz em lisura e transparência, em retidão e vigilância. Só pela ética e o rigor com que a aplica para si e para seus auxiliares, Iris já seria um político de se admirar. Para ele, não bastam as aparências, tem que corresponder desde o mais fundo das intenções. Ou não?Em recente episódio, Iris determinou que sua nova equipe deverá ser composta apenas por aqueles que queiram se dar à cidade sem esperar nada em troca, descartando qualquer interesse alheio ao trabalho público, que deve ser apenas o dever cumprido de seus auxiliares e não um investimento político para se cacifarem às próximas eleições. Ponto para ele, novamente. E neste embalo, eu gostaria de colaborar alertando para alguns fatos que talvez o prefeito ainda desconheça, como aqueles fatos que rondam a sua Pasta da Cultura, área que acompanho com interesse de cidadão e de cidadania.A notícia chegou durante a última campanha para prefeito e vereadores na capital goiana. Foi preciso esperar um pouco para ver até onde ela atingiria. Mas como reação, só se ouviu o silêncio. De nossa parte, nada falamos para não servir de alimento das fogueiras eleitorais. Em tempo de eleição, ao invés de abordar o assunto desagradável para todos, preferimos expressar claramente nossa preferência majoritária, em dois artigos, falando das qualidades do nosso candidato a prefeito, visivelmente superiores às de seus concorrentes.Passadas as urnas, já passa, também, da hora de externar nossa indignação, tanto mais veementemente quanto a convicção de ter esperado para não ser mal interpretado. De início, é imperioso registrar que espanta-nos a falta de reação do próprio poder municipal central. Pois a notícia a que nos referíamos não deixa dúvidas. Flagrado em atividades internas que o beneficiariam em detrimento dos produtores culturais da cidade, depois de denunciado por artigos (vide O Mau Cheiro da Cultura, mês de maio do ano pasado) e reportagens neste e em outro importante diário, o atual secretário municipal de Cultura foi finalmente considerado culpado por seus atos. Uma vez condenado, sem recorrer, o secretário assumiu sua culpa, negociando o pagamento de uma pena bisonha, tendo em vista os valores em jogo.Ora, como pode um servidor público da mais alta patente confessar seu crime no âmbito administrativo e mesmo assim permanecer no posto, como se nada tivesse acontecido? Afinal, essa é ou não é uma prefeitura de lisura ética e respeito com o cidadão? Sequer desculpas ou explicações o referido gestor tratou de providenciar junto à imensa legião de artistas e produtores culturais goianienses, com os quais concorria ilegalmente no intuito de se beneficiar do dinheiro público que ele próprio está encarregado de gerir.Sendo assim, o atual secretário municipal fechou acordo no 1º Juizado Especial Criminal, acatando sua condição de réu na esfera criminal, negociando o pagamento de três parcelas mensais, o que não impede de o mesmo ser também condenado em inquérito civil na área da administração pública, cujo processo de inquérito está aberto na 19ª Promotoria de Justiça. Em falas, o secretário tem a ironia de afirmar que o processo se refere à sua pessoa física e não à figura do secretário. Já eu tenho pleno certeza que me refiro ao secretário e não à sua pessoa física.Iris tem suas virtudes, que são muitas, mas não pode se distrair com os seus subordinados, porque as brasas, se assopradas, podem pegar fogo. Em que pese minha admiração pelo excelente trabalho que o sr. prefeito tem realizado não somente na administração de Goiânia, mas nos seus 50 anos de vida pública, registro aqui uma cobrança à displicência da prefeitura, que permite em seus quadros de primeiro escalão um administrador que reconhece sua culpa de improbidade imputada pelo Ministério Público – e continua no cargo.O Ministério Público já fez a sua parte. Temos que fazer a nossa. Pergunto: pode tal figura continuar no cargo sem onerar a ética e jogar um pouco de lama em todos que fazem o governo municipal, seus companheiros de ações, reuniões e planejamento?Mas que seja dita a verdade por inteiro. Na época do ocorrido, o atual secretário era apenas um diretor da pasta, o procedimento de improbidade administrativa que o teria beneficiado, na verdade foi aceito e aprovado pelo então secretário, professor Kleber Adorno, amigo, incentivador e padrinho político do réu condenado. Para se ter uma idéia, os dois trabalham juntos há anos, como uma dupla ciosa que age em torno da cultura desde os primórdios da década de 1990, alternando-se no mando, toda vez que o primeiro sai para se candidatar a um mandato público, seja pelo PSDB ou pelo PMDB, como ocorrido recentemente.Na cronologia da avidez e do desrespeito à razão pública, não estamos sós. No Brasil inteiro – e Goiás não é exceção –, a impunidade chega a ser um acinte ao cidadão de bem. Nessas últimas eleições, o povo goianiense deu claros sinais de que quer mudar, mas não pede uma mudança de nomes ou de partidos, mas de paradigmas. Não custa nada continuar sonhando. Mesmo porque o múltiplo e longevo Iris Rezende, que tanta estrada tem ainda pela frente, não é daqueles de permitir desaforos à fé pública entre seus comandados. Em uma época em que devemos louvar e preservar a todo custo a lisura pública, é preciso ir até as raízes do mal. E nesse caso percebemos que ela está plantada um pouco mais embaixo. Mais uma vez corre-se o risco de ser visto apenas o peixe pequeno. Pessoa física ou secretário, o fato é que se perde a primariedade. E a cultura perde a confiança. Por uma simples lei da biologia conferida pela máxima popular, sabemos que laranjas podres, se não atiradas fora, apodrecem todo o cesto. Cabe agora ao prefeito iluminar devidamente este caso, mostrando a todos que sabe que o que está em jogo é a representação do poder perante a sociedade da qual ele próprio emana.PX Silveira é vice-presidente do Instituto Pensarte

Vergonha do Centro Cultural Oscar Niemeyer
Cheguei esbaforido ao Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) na terça-feira da semana passada. Para variar, estava atrasado. Era de minha responsabilidade a organização da parte de palestras e mesas-redondas da Feira Brasil Central Music (iniciativa do Sebrae digna dos maiores elogios e que foi um sucesso tanto entre o público que compareceu quanto entre os convidados que participaram do evento). Já fui pegando informações sobre quem seria meu ponto de apoio no trabalho, testando som, testando o datashow, verificando se tudo estava em ordem. Quando todo check list estava feito, saí do auditório Lygia Rassi (que fica embaixo daquela pirâmide vermelha) e fui observar o espaço.No meio daquela imensidão de cimento e debaixo daquele sol implacável das 14 horas, senti vontade de chorar: o descaso com as instalações do centro cultural é de comover até mesmo um coração concretado. Qualquer pessoa que tenha a mínima dimensão do que significa ser cidadão se indigna com o deterioramento e a subutilização do espaço. Qualquer um que fique puto ao olhar seu contracheque e vê a fortuna descontada de imposto de renda, qualquer um que fique puto quando compra um produto qualquer e sabe que parcela significativa dele está indo para o cofre público por meio do ICMS, qualquer um que fique puto com o peso da carga tributária em nosso país sentiria o mesmo que senti.É um absurdo que tamanho volume de dinheiro público tenha sido investido ali e a comunidade não veja esse recurso voltando à mesma por meio de atividades culturais. Eventos como a destacável Feira Brasil Central Music e o tradicional Goiânia Noise Festival tinham que ser rotina no CCON e não exceções. A biblioteca, que até agora não existe, deveria estar repleta de obras e recebendo dez escolas públicas diariamente, fazendo com que crianças e jovens da escola pública pudessem ter contato com o esplendor da literatura. Mas não. Está tudo às traças. Dinheiro público jogado fora. E pensar que uma das maiores demandas da produção cultural goianiense é justamente o espaço médio, categoria na qual o Palácio da Música Belkiss Spenziere se enquadra e contemplaria com excelência tal reivindicação.Mexer com dinheiro público é mexer com coisa mais que séria. O governante deveria ter o mesmo zelo ao lidar com o que foi arrecadado junto à sociedade tal qual o sacerdote tem ao trabalhar com a hóstia sagrada. E o que estão fazendo com o CCON é um acinte ao contribuinte goiano. O término da obra (inacreditavelmente não acabada até hoje e inaugurada sabe-se lá por que) é mais que urgente. A organização de uma agenda fixa de eventos seria o segundo passo para a boa utilização do espaço. Trazer a comunidade para dentro do local promovendo o diálogo entre as diferentes manifestações artísticas é o ponto final desse processo.Não é difícil colocar o CCON como local central da cultura em Goiás. Basta um pouco de trabalho e vontade política. O problema é que não sei se essa existe para que a coisa aconteça no belo espaço na saída para Bela Vista.Pablo Kossa é jornalista. E-mail: pablokossa@bol.com.br
http://www.dm.com.br/impresso/7691/opiniao/56978,vergonha_do_centro_cultural_oscar_niemeyer

sábado, maio 24, 2008

IBAMA GOIÁS

ÊH, MAS SE O MP ESTADUAL OLHASSE PELA PREFEITURA DE GOIANIA, O QUE IA TER DE CARGO COMISSIONADO NA RUA VOCÊS NÃO FAZEM IDÉIA!
VAMOS REZAR PARA SOPRAR UM VENTO BOM DE HONESTIDADE E CIDADANIA !

Contratos irregulares
Uma ação civil pública do Ministério Público Federal de Goiás pede o afastamento de quatro servidores do Ibama que ocupam cargos de confiança que foram criados de forma irregular. Segundo o procurador Raphael Perissé, responsável pela ação, os funcionários Ubiratã Fonseca Lima, Roberto Robson de Oliveira, Carlos Cézar do Nascimento e José Elias de Brito Jardim foram contratados “sem concurso público e em detrimento do erário” e que são “servidores inábeis para o serviço público, atendida puramente a conveniência política e favoritismo do administrador”. Os funcionários trabalham no instituto desde 2003.

segunda-feira, maio 19, 2008

SECRETÁRIO SEM POSTURA NA PREFEITURA DE GOIANIA

Após briga com fiscal, titular da Sefur pode ter de entregar cargo

Iris Rezende chama Santana Pires para reunião no paço. Secretário diz agir contra ‘malandragens’

Goiânia, 19 de maio de 2008 - por Carlos Eduardo Reche para o jornal O POPULAR

O secretário de Fiscalização Urbana de Goiânia (Sefur), Santana Pires, pode ter de deixar o cargo hoje, apenas dez dias após nomeado. Depois de se envolver, sábado, em uma briga com servidores da pasta que acabou na delegacia, Pires foi chamado pelo prefeito Iris Rezende (PMDB) para uma reunião na manhã de hoje no Paço Municipal. Auxiliares que estiveram ontem com o prefeito dizem que ele está extremamente contrariado com o episódio e que a permanência do secretário no cargo é insustentável.

Comentário: E quando irá ficar indignado com as tramoias do seu secretário de Cultura?

Iris deve recomendar a Pires que peça para deixar a pasta. O secretário é acusado de desacato, agressão, abuso de poder e prevaricação. Em depoimento no 1º Distrito Policial de Goiânia, no sábado, o motorista de um veículo da Sefur, Márcio Magelo, confirmou a acusação de que, durante uma confusão entre feirantes e agentes da pasta, Pires deu um tapa no rosto do auxiliar de fiscalização Moacir Filho. Além de denunciar a suposta agressão, Filho afirma que o secretário usou reunião com camelôs da Rua 44, no Centro, para fazer política. Santana nega a agressão e diz ter salvo Moacir do linchamento, após feirantes terem descoberto o auxiliar infiltrado em reunião entre ele e a categoria.
Comentário: É prefeito, não será com o voto dos servidores da prefeitura que será reeleito. E por que? Nunca em toda a história de Goiânia, tantos desqualificados assumiram o comando de secretarias municipais e o resultado é evidente. Os servidores sabem e agora denunciam.
Gota d’água
O episódio é descrito no Paço como a gota d’água de uma sucessão de descontentamentos de Iris com o secretário no curto período que separa a escolha dele para a Sefur e a confusão do sábado.

Ontem, durante as atividades do programa Mutirão nos Bairros, na Região Leste, o prefeito recebeu do Gabinete Militar da Prefeitura um relatório completo, que encomendou pessoalmente, da briga entre o auxiliar e os fiscais. Mesmo antes de ler o relato, Iris manifestou espontaneamente sua contrariedade com o episódio a auxiliares mais próximos.

Pires disse ontem ao POPULAR que não pretende deixar o cargo. Ele afirmou esperar pelo “apoio do prefeito” contra os “excessos” e “malandragens” de fiscais do órgão que, segundo o secretário, “agem contra os pobres” _ em referência aos feirantes _ e agora estão tendo de “largar o pirulito”.
“Essa é uma ação de funcionários que não me querem na secretaria”, afirmou.
Comentário: Ai, coitado. Tão eficiente! Ainda acredita que pode fazer o que bem entender e se servir do público ao invés de servir ao público. Se atipa, infeliz!
Um dia antes da posse do novo auxiliar, Iris chegou a rever a nomeação do indicado. O prefeito se irritou com a decisão de Pires de revelar à imprensa o convite para que assumisse a Sefur. O peemedebista havia pedido discrição. Durante o processo de escolha, Iris também reclamou da pressão exercida por Pires, que é presidente do PRTB estadual, pela nomeação.

Caso confirme a demissão, Iris deve agir com cautela para evitar que o episódio comprometa a relação política com o PRTB. A pequena legenda, que não tem nenhum vereador, já anunciou o apoio à reeleição do prefeito e tem lideranças de bairros expressivas, que o prefeito pretende conservar ao seu lado.

Problema
A Sefur é considerada uma secretaria problemática. Desde que Iris assumiu, entre interinos e efetivos, oito auxiliares já comandaram a pasta. Primeiro a assumir o cargo como titular, Rannieri Lopes_ presidente do também nanico PTC _ deixou o cargo após envolvimento em irregularidades na concessão do alvará de um bar.

O suplente de vereador Luiz Teófilo (PMDB) foi o que teve a passagem mais longa: empossado em maio de 2006, deixou o cargo no mês passado para disputar vaga na Câmara de Goiânia.
Comentário: Em uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes, o nosso prefeito Iris, infelizmente, costuma selecionar os menos qualificados e mais chegados a se aproveitar do posto que assumem para o comando de secretarias. Um outro exemplo? O blog já postou as denúncias do jornal sobre o atual secretário de cultura, esse um sanguessuga de velha estirpe, e com ampla carreira no aproveitamento do erário em benefício próprio. Uso da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, reformas de chacara usando servidores da Comurg e Parques e Jardins e por ai vai. Isso torna o cara um meliente? Nada, isso é a norma, é assim que agem os políticos da velha estirpe, mamam, alimentam suas crias e agregados, subornam, ameaçam, perseguem. CHEGA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, agosto 11, 2007

Catalão a terra prometida!

Gente, o bom do PMDB goiano é que tem como liderança figuras que nasceram pobres que nem Jó e hoje são donos de fortunas, um deles, quando jovem, vivia de favores e de filar a boia na casa de colegas de escola. E pasmem, tornou-se a terceira maior fortuna do Brasil, segundo a revista ISTO É.
O sonho de Elias é tomar o estado de assalto, restituir aos coronéis todo o poder sobre os cofres públicos!
Chuta o pé no balde e manda prender essa turma sem dó, senhores promotores do MP.
Merecido!

Fraudes e prisões enterram o sonho de Adib

Por Manoel Messias mmessias@jornalosucesso.com.br
O Ministério Público Estadual foi implacável na investigação sobre as fraudes nas obras de asfaltamento em Catalão: apurou informações sigilosamente durante anos e acabou coletando provas suficientes para convencer a Justiça a decretar a prisão de secretários do prefeito Adib Elias e de um empreiteiro - que agiam em conluio para desviar recursos públicos para o próprio bolso. A notícia explodiu como uma bomba na semana passada, mesmo porque Adib é o presidente do diretório estadual do PMDB e vem defendendo o endurecimento do discurso de oposição praticado pelo seu partido. Adib, aliás, é citado como beneficiário nas gravações telefônicas de conversas entre seus auxiliares e o empreiteiro Marcius Salum João, dono da Tecnel, empresa que em nome próprio ou através de laranjas ganhou 36 concorrências sucessivas para a execução de asfalto das pacatas ruas dos bairros catalanos. A investigação do Ministério Público em Catalão é exemplar, a começar pelo fato de que demorou anos e teve o cuidado de cruzar as conversas grampeadas com os extratos bancários dos envolvidos. Para os promotores e para o juiz de Catalão, não restaram dúvidas: havia uma quadrilha em ação dentro da prefeitura de Catalão, da qual participavam os secretários da Administração, Nelson Fayad (primo de Adib), e de Finanças, Lázaro José. Pior: essa quadrilha vinha agindo impunemente desde 2001, quando o prefeito Adib Elias estava no segundo ano do seu primeiro mandato. Ele foi reeleito em 2004 e a roubalheira continuou até o ano corrente, segundo as provas constantes do processo instaurado pelo Ministério Público.Adib, ao ser confrontando com os fatos, reagiu com a clássica desculpa de que tudo não passa de “perseguição política”, uma vez que ele é presidente do principal partido de oposição ao governo Alcides Rodrigues. Isso significa, na visão do prefeito de Catalão, que o governo do Estado, de alguma forma, estaria manipulando o Ministério Público para criar embaraços e desgastar um adversário político. Curiosamente, na semana passada, o mesmo Ministério Público agiu com rigor contra a Celg, conseguindo o bloqueio dos bens e contas bancárias de diretores e ex-diretos, acusados de autorizar a contratação de um escritório de advocacia sem licitação. Será que, pelo raciocínio de Adib, o Ministério Público também estaria movendo algum tipo de “perseguição política” contra o governo, ao acionar a Celg - uma empresa pública que integra a administração comandada por Alcides?O que impressiona, nas fraudes de Catalão, é a fartura de documentos levantados pelos promotores estaduais e apresentados ao juiz da comarca local, que não hesitou em determinar a prisão dos principais envolvidos. Aparentemente, a “quadrilha” apontada pelo Ministério Público vinha agindo ao longo dos anos com a mais absoluta certeza de impunidade, falsificando licitações e concorrências de maneira tosca ou grosseira. As conversas telefônicas que foram gravadas, com autorização judicial, também são assustadoras e ainda revelam que os envolvidos estavam se enganando mutuamente, cada qual procurando destinar para si o dinheiro encaminhado pela empreiteira Tecnel - que a cada remessa emitia uma nota fria de massa asfáltica imediatamente quitada pela prefeitura.Um outro fato grave é a clara destinação de parte do dinheiro desviado na prefeitura para a campanha do prefeito Adib Elias, que em 2006 tentou conquistar a vaga de candidato ao governo do Estado pelo PMDB. A escuta telefônica mostra que Adib percorreu o interior do Estado, articulando a sua candidatura, em um avião de propriedade do dono da Tecnel. Há gravações em que o próprio Marcius Salum João liga para o prefeito, comunicando que o avião já decolara de Anápolis (sede da empresa), rumo a Catalão, para buscar o passageiro-candidato. O sonho de Adib Elias é virar governador. Para isso, ele se transformou em um dos prefeitos do interior que mais gasta com mídia. Nas eleições passadas, elegeu a própria mulher, Adriete, para um mandato de deputada estadual. O escândalo da semana passada, provavelmente, colocou um ponto final nas aspirações do prefeito. Uma expressiva corrente de peemedebistas já defende abertamente o seu afastamento da presidência do diretório estadual, entre eles o advogado Ney Moura, que foi candidato a senador nas eleições de 2006. “Adib perdeu a credibilidade para comandar o maior partido oposicionista de Goiás”, disse Ney. É hora de entregar o partido para quem tem a ficha limpa.“O esquema criminoso ainda persiste em Catalão”Veja a nota oficial do Ministério Público sobre as investigações em Catalão:“O Ministério Público do Estado de Goiás, em respeito aos princípios democrático e republicano esculpidos na Constituição Federal, vem a público esclarecer os fundamentos fáticos e jurídicos da operação desencadeada no município de Catalão e Anápolis, que culminou com a prisão temporária de diversas pessoas e a realização de busca e apreensão de objetos em diversas localidades, todos relacionados com o objeto de investigação.Inicialmente, importa esclarecer, que todas as medidas tomadas encontram-se lastreadas em decisões judiciais, tendo o Poder Judiciário exercido seu papel constitucional durante as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado de Goiás, com o concurso das Polícias Civil e Militar. Conforme apurado, constatou-se que, no município de Catalão, instalou-se uma quadrilha que tinha por objetivo o desvio e o emprego irregular de verba pública.A maneira de agir da organização, em síntese, consistiu na fraude aos procedimentos licitatórios realizados pelo município, sobretudo para a contratação de obras de recapeamento asfáltico, pavimentação asfáltica e operações “tapa-buracos”, além de aquisições de massa asfáltica, no período de 2002 a 2007. Além disso, apurou-se indícios de que eram simuladas locações de máquinas e prestações de serviços, tudo com o objetivo de desvio de recursos públicos.As licitações, quando realizadas, eram fraudadas mediante o procedimento de “cobertura” [no qual uma sociedade empresária apenas participa formalmente do procedimento licitatório] ou pela utilização de “empresas de fachada”, muitas vezes pertencentes aos envolvidos. Nos casos em que sociedades empresárias idôneas compareciam ao certame, o caráter competitivo da licitação era fraudado pelo oferecimento de propostas com preços abaixo do custo, que posteriormente era compensado através de outras fraudes. Importante destacar que o esquema criminoso ainda persiste no Município de Catalão, porém travestido da aparente legalidade, uma vez que o procedimento licitatório ganho por uma “empresa de fachada”, criada em maio de 2006, tem ligações comprovadas com a organização criminosa objeto da investigação. Impende, ainda, ressaltar que as medidas adotadas neste momento [prisões e buscas e apreensões] encontram-se lastreadas em cruzamentos de informações bancárias e em interceptações telefônicas dos envolvidos, diligências que vem sendo realizadas há 2 [dois] anos. Após o término das investigações, oportunizando-se aos envolvidos o exercício do contraditório e da ampla defesa, constitucionalmente assegurados, o Ministério Público adotará as medidas cíveis e criminais cabíveis, prestando os esclarecimentos necessários à sociedade”.No comando do PMDB, a tentativa de reaçãoReynaldo RochaAs críticas dentro do PMDB a Adib, que não foram poucas na pré-campanha no ano passado, desapareceram de uma hora para outra. À sua posse formal à frente do diretório regional todas as principais lideranças peemedebistas se fizeram presentes, dentre elas Maguito, que lhe passou o cargo, e o prefeito de Goiânia e nome maior do PMDB no Estado, Iris Rezende. A solenidade se transformou num palco para a manifestação uníssona do apoio e do respaldo neste momento de enfrentamento de Adib com o Ministério Público por conta de licitações questionadas, dando como resultado a prisão de cinco servidores da prefeitura, dois deles secretários do prefeito.Depois do acontecimento, que marcou o panorama político na quinta-feira em Goiânia, fica a expectativa dos desdobramentos. O primeiro ponto é o comportamento do PMDB em relação ao governo do Estado, que até então estava num processo de alternância. Maguito e Iris ressalvam a atuação do governador, que, se hoje se vê às voltas com algumas dificuldades, nada mais é do que herança dos oito anos de Marconi Perillo no governo. De outro, é a oposição rígida de Adib Elias e de parlamentares como Thiago Peixoto, Adriete Elias e José Nelto, que insistem em que Alcides tem que responder pela responsabilidade, porque completou o segundo mandato de Marconi e está na linha de frente das ações governamentais desde a instalação do Tempo Novo, em 1999. Depois da movimentada posse de Adib Elias na sua presidência, o PMDB passa a mostrar uma outra cara. E pode até mesmo vingar o caminho delineado pelo novo presidente, no sentido de contratação de uma auditoria independente para tirar a limpo as contas do Estado. Ainda na solenidade de posse, a deputada federal Iris Araújo, ao lado do marido, o prefeito de Goiânia, chegou a falar em caixa-preta, exigindo, como Adib, que o governo seja transparente com a opinião pública, mostrando a situação real das finanças do Estado e apontando as causas que levaram à crise atual, marcada por um déficit mensal de R$ 100 milhões.Se, portanto, vingar a ofensiva contra o governo Alcides, o debate eleitoral pode se antecipar. E é o que mais querem as correntes animadas com a perspetiva de retomada do poder no Estado, em 2010, e que vêem nas eleições municipais de 2008 o trampolim ideal para a ascensão pretendida. Aqui, ainda que ele não queira, ou que não aparente, entra o próprio Iris, candidato natural à reeleição, no ano que vem, condição básica para sustentar o projeto maior, que é a volta ao governo, do qual o PMDB foi afastado em 1998, para ter em seguida duas outras sucessivas derrotas para Marconi e aliados.

segunda-feira, junho 04, 2007

ESTOU PASMO!

PROPAGANDA ELEITORAL, JÁ? CADE O MP QUE NÃO VÊ ISSO?????

Aliados de Iris dão a mutirões clima de campanha eleitoral
Venceslau Pimentel
Discursos inflamados de aliados políticos, estimulando o prefeito Iris Rezende (PMDB) a disputar a reeleição, ganham mais força a cada mutirão. As ações administrativas da Prefeitura de Goiânia, que predominavam no início desses eventos coletivos – já em sua 15ª edição – dividem agora espaço e atenção com as articulações políticas, promovidas por vereadores e secretários municipais.Líder do prefeito na Câmara Municipal, o vereador Bruno Peixoto (PMDB) já não se limita ao trabalho de apenas estimular candidaturas. Ontem, durante o mutirão na região da Vila São José, ele disse que a chapa dos sonhos dos peemedebistas é a repetição da dobradinha Iris-Valdivino Oliveira. “É uma dupla que vem dando resultado”, justificou o vereador. E ainda propôs a deputada federal Iris Araújo (PMDB) como coordenadora da campanha majoritária. Foi ovacionado pelo trio, fazendo coro à platéia presente ao mutirão. “Eu sou líder do prefeito e escuto os anseios da população. Como porta-voz, eu escutei o que a população queria e falei (sobre a dobradinha)”, disse Peixoto. “Fiz papel de vereador, que é escutar e transmitir ao prefeito clamor do povo.”Iris não estimula, mas também não censura manifestações de apoio à sua reeleição. Avalia como natural, mas procura manter-se eqüidistante, lembrando que a legislação eleitoral proíbe campanha eleitoral extemporânea. “Eu tenho que ter o equilíbrio para não me deixar ser levado por essas emoções”, pondera.Como sempre faz quando indagado se disputará a reeleição, o prefeito repete o discurso de que a prioridade é a administração, pelo compromisso que assumiu com o eleitor que o elegeu. “A questão de eleição do ano que vem deve ser tratada no ano que vem. Posso ser candidato, posso não ser candidato. Tudo depende do momento que essa questão for colocada.” O mistério continua.CARONAAo mesmo tempo em que tenta minimizar as articulações políticas em torno de sua reeleição, Iris Rezende se vê rodeado de vereadores de variadas matizes partidárias, até mesmo da oposição. Quem até pouco tempo fazia oposição ferrenha ao prefeito tenta pegar carona, de olho na reeleição. Passeiam com desenvoltura pelos mutirões, a exemplo do que foi registrado ontem com os tucanos Geovani Antônio, Cida Garcez e Anselmo Pereira, Josué Gouveia, do PTC, Pedro Azulinho e Nelson Ferreira, do PSB, e Carlos Soares, do PT.BENEFÍCIOS A MORADORES DE CAMPINAS E REGIÃONa 15ª edição dos Mutirões nos Bairros, o prefeito Iris Rezende entregou ontem aos moradores da região de Campinas melhorias à comunidade, como praças novas e revitalizadas, pintura de meio-fio, podas e plantio de árvores e troca de lâmpadas queimadas. Um dos trabalhos destacados é a urbanização da Praça do Anicuns, localizada na Rua 5, entre o Setor São José e Vila São Paulo, local antes visitado pelo prefeito, quando se comprometeu a urbanizar o espaço público devido ao estado precário em que se encontrava. Outra praça inaugurada foi a Wilson de Carvalho, localizada na Rua 24, na confluência da Avenida Belém com Rua Natal, Setor Fama. Ambas contam com kit brinquedo e de ginástica, lixeiras, bancos e iluminação especial. Atendendo reivindicação da comunidade da Região Campinas, a Comurg revitalizou as praças Santos Reis, na divisa das Vilas Isaura e Santa Helena; Dona Ana das Neves de Castro, no Setor Centro Oeste; Irani de Andrade Ferreira, Setor Progresso; e na localizada na Rua Padre Pelágio, com Avenida São Geraldo, Vila São Paulo. Em todas elas foram instaladas lixeiras, bancos, iluminação especial e feito ajardinamento e plantio de árvores.O Centro Esportivo Cerâmica 2000, na Avenida Contorno com Rua 601, no Setor São José, também foi revitalizado com um kit brinquedos, pintura de rampa, instalação de lixeiras, banco, iluminação especial e ajardinamento. ÓCULOS GRATISPara ampliar o atendimento à população com serviços de saúde ágeis, diversificados, qualificados e humanizados, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) destacou mais de 80 profissionais no mutirão. O prefeito e o secretário municipal de Saúde, Paulo Rassi, entregaram à comunidade obras de reforma dos Centros de Saúde (CS) Santa Helena, Vila Clemente e Perim, além da adequação feita no CS Esplanada dos Anicuns.Na base de operações montada na Escola Municipal Salomão (Avenida Dom Prudêncio – Vila São José) e em tendas próximas dali, a SMS vem prestando serviços de maneira planejada e organizada, com o apoio de servidores preparados para acolher os usuários, fornecendo informações, fazendo a triagem e o direcionamento para os procedimentos adequados. Até hoje, serão oferecidos atendimentos nas áreas de clínica médica, dermatologia, otorrinolaringologia, reumatologia e endocrinologia.Como nas outras edições do Mutirão, a Secretaria disponibiliza à população serviços de curativos, farmacêuticos, aerosol, injeções, agendamento de exames para o Centro de Referência e liberação de check-in para a rede conveniada.

quinta-feira, maio 24, 2007

Adiada votação da cei da COMDATA

Assim caminha a goianidade, na merda da corrupção!

por Brenno Sarques para o jornal HOJE

Uma reunião ocorrida ontem na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara deveria ter votado o relatório sobre irregularidades na licitação para locação de equipamentos de informática na Companhia de Processamento de Dados de Goiânia (Comdata). Deveria, mas não votou por falta de quórum. Dos sete vereadores, só Elias Vaz (Psol) compareceu. Anselmo Pereira (PSDB) justificou sua ausência dizendo que foi chamado à prefeitura com urgência. A CEI foi criada depois que o presidente da Comdata, Benitez Brandão Calil, exigiu que a licitação comprasse uma impressora capaz de imprimir 2 milhões de cópias por mês, quantidade média do órgão. Apenas a empresa Linknet, de locação de equipamentos de informática, possuía a máquina, excluindo a concorrência. O responsável técnico da gerência de produção da Comdata, Woodson Nunes Mateucci, contestou Brandão, dizendo que o sistema deveria imprimir 2 milhões de cópias, mas que não havia definido o número de impressoras para o serviço, e que máquinas de menor rapidez poderiam entrar na concorrência. O prefeito Iris Rezende (PMDB) cancelou a licitação. Os vereadores querem a demissão de Brandão.Elias Vaz diz que o relatório, elaborado por Bruno Peixoto (PMDB) isenta o presidente da Comdata, e teme que os outros vereadores acatem o relatório. “Se a imprensa não viesse, talvez eles aprovariam o relatório”, afirma. Caso isso ocorra, Elias garante que vai entrar com ação no Ministério Público. “Devemos punir quem tenta roubar, não só quem rouba”, afirma.